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sábado, 9 de novembro de 2013

Não tente entender

não tente entender

...não tente entender...
Nua em seu quadrilátero, a hipotenusa é a deusa dos ângulos onde os triângulos se realizam...

Não tente entender,
leia se quiser,
sinta se puder ,
enquanto puder crer...

No avesso de um coração travesso,
Onde ansiosa a agonia,
Se revela o começo,
Existe uma sala vazia...

Um amor distante,
Aborrecido,se faz perdido,
Por ser menos importante,
De quem o fez nascido.

Vazio é um lugar ausente,
De algum ser ou sentimento,
A paixão é a semente,
O amor o alimento...

Quem não caminha,
Pela alma vazia,
Não ouviu a ladainha,
Do sofrimento que havia...

E, este exercício ,
De sofrer sem sentir dor,
É apenas o ínício,
Do que se chama amor...

Haverá dias sem noites ,
Sem descansos, sem sonhar;
As faltas serão açoites,
De quem não soube se amar...

Quem brinca com a própria sorte,
E subestima a paixão,
Ver-se-á de cara com a morte,
Sem ter nada no coração...

Todo canto vago,
Atrai o invasor,
Praga de algum mago,
Conhecedor do amor...

O invasor então se apossa,
Do coração travesso,
Que apesar da casca grossa,
É virado ao avesso.

Neste eterno ir e vir,
Onde se arrisca tudo,
Amar sem querer dividir,
É verão com sobretudo...

Toda ida tem regresso,
Mas só na volta se pode saber,
Se houve algum progresso,
No amor que se quer reviver...

Eu não me encontro no caminho do castigo,
Apesar de saber que um dia ele virá,
Talvez acabe comigo,
Talvez apiedar-se-á...

Mesóclise em rima mal trabalhada,
é o castigo de quem ama sem dizer,
Que em alguma encruzilhada,
O fim há de conhecer...

Verbo com rima fácil,oportuna,
Há quem rime advérbio com verbo ,pensando fazer bom negócio,
Mas não se faz fortuna,
Quando o amor é fruto do ócio...

O amor tem que dar trabalho,
Ser fiel enquanto infideliza,
É um jogo de baralho,
Quem não joga inferniza...

Leito de rio seco na natureza,
É o coração de quem amou,
Qualquer chuva vira correnteza,
E seca do jeito que começou...
Léo s bella




Escrito por leo às 22h59 escrito em  10/novembro de 2007

O que há entre o Ser e o não ser?

escrito em 03 de novembro de 2007

 O que há entre o ser e o não ser...


Poucas ou muitas virtudes?
Muitas ou poucas atitudes?
Silencio significando quietude,
Ou voz sem magnitude...?

Entre o discurso e o fantasma dedicado,
Há no caminho, uma folha,
Escrito e bem rabiscado,
Aqui jaz uma escolha...

No cartel que envolve o dilema da escolha abandonada,
Seres simbioticos viventes na neurose,
Carentes de “over dose”,
Sustentam a pose...

Posar ou pousar eis a questão!!!!!!!!!!!
Posar intelectualidade, não exclui o destino,
Pousar sobre a arritmia de um fantasma então,
É desconhecer o próprio intestino...

Porque se desconhece , acontece a tragédia,
Decantada em prosa e verso,sem miséria,
Discutida como se o outro dia... ,
Fosse uma pilhéria...


A simbiose ao certo faz viver o analista,
Que anseia por uma cabeça carente,
Que resista ,
Que insista ,não ser doente....


Entre o ser e o saber mundano da escolha produzida,
Sempre haverão aqueles que se embriagam,
Pelo bafo alheio,
Dos que não tragam...

Assim, o diabo burro e insano,
Não se sente profano,
Veste-se de quase humano,
Com qualquer pano...


Entre o ser e o não ser,
Existe você , que veio ao mundo sem bula,
Para se ler,
sem gula para comer,
sem tédio,
sendo um remédio,
pra quem se dispuser conhecer e,
aprender,
sonhar e viver,
não como um ser qualquer...,
mas com você, uma mulher...

léo

A mulher é capaz de fazer até o
diabo sentir-se bem no inferno...

A trama que nos envolve...

a trama que envove e nos revolve..

Envolve-se na trama,
quem trama;
quem trata;
quem ama;
quem se maltrata por não querer tramar...
As relações que se contraem ,
atraem,aqueles que traem e se constroem do que subtraem...

Cada nó da malha que se faz corrompida,
sustenta a rede carcomida,
que o pescador não ousa trocar,
apenas pelo medo do azar...
Mas o nó não corre nas amarras,
apenas insiste,
não resiste,
e não resolver o problema,
eis que o tema,
na ordem do discurso,
é apenas manter o curso...
Tal qual no deserto d'alma,
o curso não importa,
o que salva é o rumo certo,
embora em estrada torta...

Qualquer moeda vale a vida,
quando nada se tem
e brinca-se de fazer consumida a fortuna de alguém...

Saber construir relações,
custa mais caro do que se pensa,
não pelos altos preços das ações,
mas pelo que a vida se torna tensa..

É mistério o que não se sente...
É azar, quando o conhecimento é pouco...
É engano pensar que é gente aquele que se finge louco...
Escrito por leo às 20h51 escrito em novembro de 2007, dia 05

talvez um dia...

talvez um dia...

Talvez o universo mistico que que todos procurem seja o meu porto seguro...talvez...
Talvez num espaço paralelo onde as retas se confundem com o paralelismo das identidades e das individualidades , seja onde trabalho...talvez....
Talvez ... advérbio temporal que se sobrepõe ao conhecimento do inculto e do incauto, capaz de responder mil perguntas, sem sequer definir-se pelo não como prerrogativa primeira, seja apenas uma maneira de deixar que a curiosidade se lance, em frenezi, em procura do que está embaixo do próprio nariz...talvez...
Talvez porque o tempo nesta vida seja o maior carrasco, o asco não tenha sentido sentir, pena e piedade ...talvez.....
Talvez...,longe de ser um filosofo, um autor, escritor,eu esteja aguardando a sua visita para partilhar das idéias, que se reciclam pelo raciocínio de um bom interlocutor, não do pensamento redundante de quem ouve pela boca, come com os olhos e cospe com a orelha,...talvez...
Talvez... um dia você entre e se apresente e eu ainda esteja por aqui, presente como sempre estive, ouvindo os dois lados da vida...talvez...
Escrito por leo às 20h36 05 novembro de 2007

De quem é a vez?

de quem é a vez ?

DE QUEM É A VEZ?

De quem é a vez?
Não da preguiça, nem da vontade,
Não do sorriso, nem da beleza:
Não da mentira nem da verdade,
Tampouco da tristeza...

De quem é a vez?
De viver intensamente tal adolescente,
De viver amargurado, cansao;
De apenas não viver indecente,
Ou, viver apaixonado?

De quem é a vez?
De quem joga a última cartada;
De quem chegou de longa jornada;
De quem levanta pela madrugada;
De quem se perdeu na estrada...

De quem é a vez?
De quem sorriu para não chorar;
De quem corre na chuva;
De quem fugiu pra não pagar;
De quem não gosta de uva...

De quem é a vez?
Seja de quem for a vez agora,
Peço licença para lembrar,
aquele que está lá fora,
Está querendo entrar...

Um caminho não existe porque foi aberto... mas ele resiste enquanto houver alguém usando.... porém as lagrimas vão embora sem levar
a saudade ou preencher o vazio daquilo que se sabe não saber...
Escrito por leo às 20h58

um verão enfurecido

um verão enfurecido

Primavera indecisa, renitente em deixar o inverno;
Temerosa de assumir suas próprias cores,parece não querer aproximar-se do verão...
Tal amantes que se atraem e se retraem em seus amores...

A chuva mensageira emudece os pássaros;
Apenas a sabia vadia e solitáia chama,
Enquanto sacode suas penas espantando ácaros;
A prima Vera vive um dilema...

Porque o Inverno insiste em torturar a bela?
Que não resistirá sem suas flores...
Se morre, a Primavera, sumirá da tela,
A estação que desponta o encontro dos amores...

Mas o calor da transição não beira,
E o verão irriquieto se atormenta em seu inferno,
Envia uma tempestade sorrateira,
Tentando acabar com o inverno...

Mas quem se fere mortalmente é a Primavera,
Que agora agoniza no frio e na chuva...
O inverno insistiu em domina-la tal uma fera,
E o verão não quer ficar sem suas uvas...

Então subitamente a ordem é invertida,
O verão antecede a Primavera e parte para a luta,
Atacando o Inverno tirando-lhe a vida...
Encerra a estação absoluta...

Sem cura para o sofrimento e a agonia,
Morre a Primavera por carência do Inverno,
O Verão sofre pela estação vazia,
E o Outono transforma-se no calor do inferno...

O Verão arma-se com trovões ,raios e tempestade,
pra acabar definitivamente com o combate...
O Outono apenas chama os amantes e com vontade,
Parte em direção ao final do embate...

Tempestades, raios, trovões,são lançados em vão,
Na direção do outono; os amantes fogem,...
Atingido pela sua própria ira, tomba o verão,
Mas nesta batalha sem deuses ambos morrem...

O demônio então delicia-se com a vitória,
Daquilo que ele desfez,
Perde-se na glória,
Do que não fez...
leo s bella

Um cão vadio , um coração vazio...

 

 

 

06/11/2007

um cão vadio, um coração vazio...

UM CÃO VADIO, UM CORAÇÃO VAZIO


O cão vadio, sem viço, faz parte da soleira,
Bebe sem dono na lata enferrujada,
Na porta a tranca derradeira,
Perde-se em lembranças, abandonada...

Na parede surrada, empobrecida de beleza,
A velha tela conta uma história,
De quem seguindo a própria natureza,
Lutou sem coneguir vitória...

A brisa que atravessa a janela,
É a única que conhece os segredos,
Dos corredores sombrios e da velha tela,
Que nunca mostrou seus próprios medos...

Sem poder se fechar, aberta se tornou,
Um canto para o canto do cnário,
Que trinando a vida sempre retornou,
Única peça viva neste cenário...

Mas como uma peça não se faz sem protagonista,
Também, uma pagina não se escreve sozinha,
Talvez por isto o próprio corpo do artista,
Ainda esteja caído, inerte, na cozinha...

Entender que a tela ficou sem dono,
Creio ter ficado bem esclarecido,
Mas o cão, neste abandono,
Ainda espera o desaparecido,,,

Por que então o cão vadio não se lança,
em busca de outro dono, outro lar?
Será que ainda vive na esperança,
Da porta abrir-se para ele entrar?

Escrito por leo às 21h10

se tens um dilema tens desejo

06 de novembro de 2007

 


TEU DESEJO- UM DILEMA...



Éramos um ontem em muitas agonias,
No agora que se fez, muitos somos em única agonia,
Num sedutor caminho d’alma floresce,
A voz de uma vontade que aparece...

Julguei saber em toda escrita o oculto,
Sequer percebi ter lido apenas um traço,
Minhas palavras definiram o vulto,
do que a vida escreve passo a passo...

Verbo sem preposição, frase sem sentido certo,
metáfora de uma vida interminável...
Pensamentos ruidosos quebram o silencio aberto,
Pela lânguida chama do intocável...

Estou ao saber, sem saber que o caminho aberto,
Arranca as vestes sem mostrar a nudez...
Descubro os protegidos segredos encobertos,
Pela agonia numa única vez...

É o oculto desvirginado sem violência,
Que se expõe a lutar pela liberdade,
Matando fantasmas criando consciência,
De que a Verdade inexiste sem paridade...

Mas quem um erro teme se arremete pela sorte,
Ao verdadeiro purgatório do saber,
Se condena, se executar, pranteia a própria morte,
Negando-se confiança, relutando viver...
O hóspede do hospício de uma mente alucinada,
Não é senão um fantasma construído,
É como o grito de uma voz rouca,
Que na multidão pretende ser ouvido...


O interesse e a vontade

06/11/2007



Qual medida se usa quando se cruza o interesse com a vontade?
Usa-se a medida do espelho do outro sem querer;
O que se pensa saber não ser um fantasma na verdade,
Ou, o que se pensa poder , só o que se pode crer...?

O Interesse é uma janela que se abre ocasionalmente,
Enquanto a vontade é a cortina sempre fechada;
Ambos integram a vida e são sementes,
De uma árvore a ser plantada...

A Vontade é independende;
O Interesse é soberano,
No teatro da mente,
Ambos tocam piano...

Quem o Interesse desperta se expõe primeiro,
Não uma trombeta ou apenas a visa;
É o travesseiro,
Que usa os olhos do coração...

A Vontade sempre solitária,
É escrava do interesse,
é luta da mente visionária,
seu carrasco é o desinteresse...

A medida certa do cruzamento,
Talvez não seja nenhum segredo,
É como num casamento,
Não se perder no próprio medo...



Léo s bella

Saudade- um inimigo em seu travesseiro.

07/11/2007

a Saudade - um inimigo em seu travesseiro

A saudade – o inimigo em seu travesseiro...

Uma fiel “escudeira”,
companheira de uma vida inteira,
de batalhas travadas em terreno ardente,
no inconsciente,
que assola, desola,imola, degola
o desejo de seguir, para voltar e receber um beijo.
Uma força bendita que põe na bandeja de sobremesa,
restos de um que passou;
passado de quem ficou;
com nó na garganta e esmoreceu no afã de viver só...e só viver...

Em seu pensar está o penar que imobiliza a cena,
travando a memória,encerrando a alegria de
uma vida em um momento em que
o juramento tem peso de morte,
e a vida se lança à própria sorte da conquista,
sem saber de vitória...

Entrementes, este embate forasteiro,
agora hospedeiro de uma memória sã,
invade todos os cantos do ser e, sem saber,
torna-se real, tal fantasma que arrependido, desprende-se dos pesadelos...

Desprezada, a Vontade enfurecida pelo que não vê do oculto,
revolta-se e parte de encontro à Mentira que se veste de Saudade, e, a iniqüidade de se saber um vulto,
encerra um tema ;
surge impiedoso o dilema...

Desejos incautos são perseguidos,
aborrecidos, até executados,
rolam cabeças pelo cadafalso onde o nó corrediço são lâminas de uma guilhotina ,
para que longe do corpo, a cabeça,
não esqueça a pena capital,
que puniu a consciência perdida nos encantos da saudade...

Desagregada de seus atributos, a Mente,
deixa de importar-se com o corpo e a catalepsia
extirpa o sofrimento com o sono profundo,
que não repara, não alimenta,
apenas ,aumenta a angustia do Ego;
servo incauto,também paciente de amores, horrores
que desembarcam da sabedoria insana
desta Saudade que consome e obstina o Ser a Não querer
ser apenas o que é...

O tempo que constrói o Ser,
vai consumindo os anos em abandonos Incontáveis
pelos enlevos da Saudade que sempre retorna
a velha cena, como se esta fosse uma jovem senhora.,
que em fuga da solidão,buscasse qualquer companhia,
sem o tesão de uma paixão...

A idade de um precipício não se supõe em seu início,
pois de nada adianta saber o quanto perdura em existência,
e sim o quando não se faz necessário caminhar
Inseguro por suas encostas, arriscando-se ao calar eterno
por um tombo inopinado,descuidado ,sorrateiro, e cruel,
que em forma de acidente,
encerra o livro de uma vida sem que esta
frutifique os seus conhecimentos.

Um deus não fala, não se cala,
apenas lampeja sua sabedoria,
e se reconhece num chiste de memória oculta,
que dá forma a um conhecer absoluto que
resulta em resumo de uma vida toda,
o saber da mente...

A semente de um Ocaso é lançada
ao acaso dos pensadores,
pelos deuses que refletem apenas a identidade
de consciências perturbadas pela Saudade;
Anjo travestido pela própria identidade em demônio d’alma
que atua em si refletindo-se em cada gesto simples do Ser...

O manifesto oculto em si condena o dilema,
para que não se tema seguir trilhando
caminhos tortuosos da sapiência ,
que a ciência às vezes revela;
outras vezes vela, como se apenas o tempo,
fosse o responsável direto pela evolução
e maturidade do Ser , que ao se saber maduro,
apenas não vive a saudade, mas a lança ao futuro,
lançando-se também em direção ao saber não reconhecido,
esquecido em outras vidas.

Tantos foram os caminhos que ficaram
esquecidos na saudade que
o descortinar da ciência para a existência do que se
viveu sem perceber é apenas uma porta entreaberta do que não se quer reviver... e
quando se ousa transpor o umbral a culpa de
um fantasma sorrateiro transforma em hospedeiro
um novo dilema ...

Agora, sem querer exercitar o poder de enveredar pelos
caminhos do oculto , atributos do demônio que apenas se insinua na desesperança de um argüido esquema tramado
pela lembrança, creio ser mais prudente respeitar o inimigo que se faz oculto do que conhecê-lo para então medir forças
em uma batalha cuja derrota ou vitória apenas trarão louros e não conhecimentos ou conforto para os que sofrem por serem escravos da Saudade .

A Saudade incontida por um filho que se foi, porque morto
está sem seus atributos vitais,não o ressuscitará, apenas revigorará a ânsia destrutiva que envolve os caminhos da
Evolução e o saber em si,enquanto será consumido consumindo o corpo do humano que se fez refém da memória, prisioneiro da Angustia, e terá executado seu corpo, pela Saudade.....

Mas como na Banda que torcida se modifica e se torna invertida; se cortada se transforma em elos dependentes de um eixo; a Saudade também é assim, sustenta-se pela interdependência do tempo sem medida na composição das idéias (:- inicio meio e fim: presente passado e futuro; real imaginário e simbólico; pai filho e espírito santo) utiliza-se da memória e das lembranças e transforma-se em apenas um caminho para o conhecer....

De um atributo qualquer que se dê ao infinito, nada há de ser sem estar contido em um Ser; a consciência que se evolui, se eleva, se recicla naquele que sustenta a Saudade como anfiteatro de sua vida e ouve a voz de um deus qualquer e a segue como se fosse bíblia falada pela sabedoria do outro então, se surpreende por ter como inimigo o próprio travesseiro...

A saudade é a sombra do que se faz,...
não se constrói da escória ,
vive a realeza sem sentir que oprime a lembrança;
suga-lhe apenas o bem;
o mal transforma em bem-estar do Ser que
querendo estar bem ,
Por vezes não sente que seu chão seguro e seco,
pode transformar-se em pântano com a velocidade de um tempo que ele não conhece ...pois que existe somente em sua mente...

A saudade é fulgaz como a brisa,
pode esconder-se em um copo de bebida .
É sorrateira e companheira dos fantasmas
que atormentam sem serem vistos e que se
divertem com a vida que lhes dá origem...

Enquanto inebria os sentidos a Saudade enlaça o Ser e o conforta , mas ao mesmo tempo, como num ritual de ofertórios, o lança no purgatório...

É como o resumo de uma òpera , onde apenas são contidos alguns atos da encenação, que não contam todas os cantos entoados, o silêncio forjado pelo romper da dúvida e que leva o espectador ao confronto entre a obra , o Autor e sua própria existência............


Escrito por leo às 22h19

domingo, 1 de setembro de 2013

SOMENTE uma semente, ou semente que SÓ MENTE....





A noite estava fria, 9 graus então comecei a subir a montanha com certa dificuldade, pois meu pé ainda muito inchado não permite caminhar  muito... por isto fui de carro até o ponto mais alto que eu conseguiria, o lado norte, o mais íngreme e mais frio...
São 3,45 da manhã, muito silencio e com muita dificuldade consigo chegar até o lago...
Cansado, mergulho os pés calçados dentro da água fria ... então sinto que minhas dores provocadas pela subida íngreme começam a diminuir... e relaxo... durante alguns minutos fecho os olhos e sinto como se Iemanjá aquela morena linda , deusa das águas durante aquele poucos minutos cuidasse de minha dor...
Me recomponho afinal não posso ficar a noite interinha caminhando e reinicio a caminhada, até um jardim imenso o qual eu nunca havia visto por aqui...
São flores amarelas, vermelhas , brancas e azuis, bordôs e carmim.... e tudo aquilo parece um grande tapete colorido...
As flores batem em minha cintura... então sou obrigado a caminhar entre elas e seus perfumes até o centro onde está marcado por uma espécie de coreto com uma cobertura de sapé...
Subo os degraus do coreto e sento em um banquinho na frente de um teclado  e no lugar de colocar a partitura existe um bilhete...
Abro e leio o bilhete...
É de Bruno Becker e nele está escrito:” Mãe, te amo.... aparta-te desta dor que consome teus dias e tente segurar com teu Amor somente o que te pertence... Amar não é sofrer... então quando se ama pelo sofrimento algo esta fora de sintonia, de harmonia, de lugar.... é como uma sala sem móveis, ou uma flor que perde seu perfume sendo botão ainda... Bruno”...
Sem perceber toco algumas notas no teclado.. insinuo uma melodia num compasso de meu jeito... a “TIME FOR US”... e, sem perceber quebro o silencio da floresta com a melodia...
Então, eu penso enquanto a vida passa na montanha...
Tento caminhar de volta para casa... mas meu pé muito inchado e castigado pela subida não permite passos seguros... e num instante escorrego e caio pela encosta , um precipício de mais de 100 metros de altura...
Não sei como mas um galho de árvore se enrosca em mim e impede que eu continue caindo pelo precipício....
Parece um pesadelo... se eu me mexer acho que o galho não vai suportar o peso e posso cair e me esborrachar lá em baixo...
Em alguns momentos da minha vida me vi em situações perigosas, mas esta é uma situação ridícula onde minha vida esta por um fio, ou seja por um galho e, eu não posso fazer nada...
Pela primeira vez sinto que minha vida não depende de mim e que ela não vale nada, eu mesmo não apostaria muito nela porque do jeito que estou logo vou despencar daqui...
Uma coisa é você estar diante da vida e de problemas sabendo quais suas chances de sobrevivência, outra coisa é você não ter controle nem saber se dentro de alguns segundos sua vida continuará existindo.
Assim devem se sentir as pessoas que estão cheias de problemas acumulados para resolver e esperam uma oportunidade para ver o que vai acontecer, sem se preocuparem em lutar para saírem da situação de risco....
A sabedoria diz que sempre é possível tudo... sempre mesmo, ainda que você tenha a sensação de que tudo esta perdido.
Mas é difícil reagir e lutar... muito difícil...
O maior medo quando estamos em situação de risco é que nossa ação não interrompa o perigo....e sim acelere o processo, desencadeando um caos...
Durante este tempo que tenho que reagir para não cair, tudo passa pela minha Mente...
Vejo pessoas e suas vidas e derrotas e vitorias... vejo que todos tiveram em algum momento motivos para se deixarem cair... mas por uma questão de sobrevivência resolveram se mexer e lutar...
Lutar é a questão... mas a vida não é uma luta...Não é preciso existir uma batalha para viver... No sentido figurado a luta pode até ser usada como uma forma figurativa de ver a vida, mas na verdade, é apenas a nossa forma de ver o problema... pois, somente vemos o problema do angulo que podemos estar vivendo...
Cada pessoa tem a capacidade individual de sentir os próprios problemas indistintamente dos problemas alheios...
É bom filosofar e pensar como um filosofo , mas é preciso viver também... e a vida me diz que se eu não tomar uma atitude não vou conseguir me livrar da queda.
Esta muito escuro e eu não consigo enxergar mais que alguns centimetrosa abaixo de meus pés... estou sentado e pendurado no galho que apareceu repentinamente e me salvou da queda...
Mas sinto que o galho esta cedendo e logo devemos despencar, eu e ele.
Uma situação de risco envolve sempre muita cautela para ser vivida, até porque tudo depende de escolhas... das escolhas que fizemos até fazer com que o risco exista e das escolhas que faremos para que ele deixe de existir...
E, isto é muito difícil entender no calor do momento que todas estas coisas que tememos e amamos estão intrínsecas em nossa vida... tudo depende de nós e nossa existência depende de tudo...
Estou com frio, com dor e com fome... muita fome por causa do regime da “gota”... e, acima de tudo nunca fiquei numa situação tão esdrúxula e ridícula... acho que estou velho para esta montanha... tenho que repensar este trabalho....
O galho da um tranco e eu quase caio desta vez... muito difícil esta situação... e esta ficando mais difícil ainda...porque esta esfriando... e, eu não estou usando agasalho pesado ...
-Caminhante! ... ei Caminhante!!!
Olho para cima e consigo ver nas alturas há uns trinta metros um ma pessoa... não consigo vê-la mas da pra ver seu vulto acenando pra mim...
-Ei estou aqui preso em um galho e não consigo me mexer... acho que preciso de ajuda...
-Você acha ou precisa de ajuda??? – pergunta a voz...
-Eu preciso de ajuda porra!!! Não esta vendo minha situação preso neste galho?
-Mas você consegue sair desta situação... afinal você é o Caminhante da Montanha mágica... pra você tudo é possível...
-Mas não consigo porra! Você vai me ajudar ou não????- eu digo já perdendo a paciência...
-Estou pensando!!! – responde a voz.
-PQP... a mesma coisa que respondi para Márcia quando ela não queria se arriscar em uma decisão cabal... eheheheh a vida se repete em diversas situações... e agora sou eu que me perco entre tomar uma decisão : despencar do galho e me esborrachar ou tentar sair pelos meus próprios meios ainda que estes meios não sejam os ideais...
Enquanto reflito sobre  minhas escolhas a voz grita:
- Posso te ajudar... mas não posso descer...
- então joga uma corda, cara o galho esta quebrando...
-Não tenho corda!... mas posso adiantar o sol... responde a voz..
-Nossa que porra é esta de adiantar o sol... no que isto vai diferenciar minha queda ou minha salvação?... ta bom adianta esta porra logo....
-Ouço o teclado tocando” Time for us”... e de repende começa clarear lentamente o alto da montanha... Fico embevecido com aquele momento e não consigo tirar os olhos do alto da montanha tentando ver quem toca o teclado.... e tamanha é a beleza do amanhecer acelerado provocado pela pessoa dona daquela voz...
Meus olhos não conseguem sair do alto da montanha e a claridade já permite ver quem esta tocando o teclado...é uma pessoa muito parecida comigo... não... sou eu mesmo, no meu compasso,do meu jeito, com a minha harmonia...
Então o teclado para, o sol esta à pino e só então consigo baixar meus olhos e ver a situação em que me encontro...
Não acredito no que vejo... passei a noite inteira sentado em um teclado dedilhando uma melodia, tentando me salvar de uma queda de alguns metros de altura, quando estou com os pés roçando o chão... Se o galho quebrasse eu cairia sentado em alguns centimetros apenas...
Muitas vezes, nossa Mente viaja para nos proteger, outras vezes viaja para não permitir que atitudes sejam tomadas pela comodidade em que estamos....
Mas em todas as vezes por mais brilhante que seja a Mente Humana, as atitudes, devem ser tomadas pelo ser...
Esta é uma estória sem moral, mas com conteúdo... um conteúdo que assola e vive dentro de todas as pessoas... e nada melhor do que a solidariedade humana para acelerar o processo da tomada de atitude, ainda que esta atitude seja uma escolha...
Bom domingo a todos.
Léo s bella

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

quem atira a primeira pedra?





Quem nunca sentiu o ”desejo de matar” é porque não é humano... ou esconde-se atrás de vestes que lhe atribuem a cara de santo...
Viver não é apenas moldar-se à uma vida fictícia onde a bondade, a benevolência e retidão sejam suas únicas armas...
Viver é ser intenso com tudo o que recebe e em tudo o que se faz...
É importante sempre sentir de tudo para poder caminhar e moldar a espiritualidade ao que se precisa para viver...
As sensações e sentimentos bons ou ruins sempre povoarão a vida humana e é a única forma de evoluir dentro da vida aprendendo a discernir entre o que se pode viver e o que não se deve viver...
Certo ou errado é uma questão de ponto de vista... é dependente da forma de cada ser humano ver e encarar sua vida...
Não podemos ter a mesma vida, todos em um único planeta, mas podemos viver pacificamente e harmoniosamente cada qual em sua vida.
Reflita, antes de se julgar e achar que você deve seguir a perfeição... talvez sua vida esteja conturbada exatamente por você trilhar um caminho diferente daquele que vive em sua Mente.
Afinal, o sucesso é quando existe uma harmonia entre o Meio, o Ser, os outros Seres Humanos...
Em resumo sua Mente deve produzir frutos em sua vida e, não vice-versa...
O “desejo de matar” em muitas situações demonstram sua habilidade e capacidade de se sentir Humano...
Assim, quem nunca sentiu o “Desejo de matar” não pode dizer que já sentiu o importante desejo de “Deixar Viver...”.
Não me escondo atrás de palavras, nem de doutrinas ou religiões ou filosofias... sou intenso em minha vida... tão intenso que defenderia tua vida com a morte... afinal sou um Ser Humano.... não um criador de mitos e mistérios.
Este Texto e forte... intenso... e avança dentro da pessoa provocando um repensar sobre a vida e tudo o que se pode sentir enquanto se vive...
Não se pode querer viver e sentir somente coisas “boas”o tempo todo, pois em algum momento do dia o Ser humano  expele sua podridão e fede também...
E, quem não a expele não esta bem de saúde nem em equilíbrio com seu corpo e pode estar precisando de uma lavagem intestinal.
Existe então uma relação entre o equilíbrio corpóreo e o equilíbrio Mental para que a vida flua... tudo deve estar em harmonia...
Nesta vida deve-se sentir de tudo... porém não se deve viver como se estivesse sempre em uma gangorra, ora em cima, ora em baixa...
Isto é desequilíbrio, desarmonia...
Viva tudo mas nunca deixe de viver sua própria vida...
Saber nem sempre é poder, então muitas coisas na vida não se transferem pelo conhecimento, muitas são frutos da ignorância e das indecisões.
Mas tenha em Mente uma única coisa:  Eu a Amo pelo que você viveu e não pelo que poderia ter vivido...
Então o que você chama de erro, fracasso, derrota, pra mim foram momentos sublimes onde você lutava pela sua vida.
A harmonia se dá entre os seres humanos pelos desequilíbrios e nas imperfeições, as imagens entretanto são devaneios que muitas vezes estão longe da vida Humana.
Assim, somente pode sentir “Desejo de Matar”quem tem dentro do peito o sublime “desejo de deixar viver”...
Léo s bella

domingo, 11 de agosto de 2013

O SOL E A LUA



Eu em tua vida como o Sol e a Lua...
 Distante muito distante, mas iluminando a Lua todos os dias e noites o Sol cumpre o seu papel protetor...
Ressalta o prateado da donzela, a respeita e a toma somente pra si nas luas novas....
É um bailar; a noite e o dia...
Momentos distintos, mas que fazem parte da mesma vida...
É como os sentimentos guardados dentro do coração, muitas vezes não serão mostrados, mas estão vivos lá dentro... prontos para  mostrarem ao outro o que é ser querido...
Entretanto a vida é muito curta...., eu precisava que ela fosse muito mais longa para viver todos os meus amores...
Precisava de mais tempo porque não sei se vou conseguir carregar toda a saudade, todas as lembranças, todos os momentos que vivi dentro da felicidade de ter sido “eu”...
Mas se não puder, vou fazer o mesmo que o Sol faz com a Luz Nova..., durante aquele tempo vou tê-la somente pra mim...
Léo s bella

Contraponto



Não nasci para viver apartado de ti...
Não nasci para te ver sofrendo...
Não nasci para fazer de contas que te amo...
Não nasci apenas para falar, escrever e calar...
Não nasci pra te ver sempre trocando de cabelos para trocar de vida....
Não nasci para entender as tuas razões e teus motivos porque alguém assim diz...
Não nasci para interpretar-te...
Não nasci para fazer tuas escolhas ... nem viver teus louros...
Sou apenas um contraponto em tua vida...
Sou o teu outro lado da moeda então não espere por minhas mentiras...
Léo s bella