06 de novembro de 2007
Éramos um ontem em muitas agonias,
No agora que se fez, muitos somos em única agonia,
Num sedutor caminho d’alma floresce,
A voz de uma vontade que aparece...
Julguei saber em toda escrita o oculto,
Sequer percebi ter lido apenas um traço,
Minhas palavras definiram o vulto,
do que a vida escreve passo a passo...
Verbo sem preposição, frase sem sentido certo,
metáfora de uma vida interminável...
Pensamentos ruidosos quebram o silencio aberto,
Pela lânguida chama do intocável...
Estou ao saber, sem saber que o caminho aberto,
Arranca as vestes sem mostrar a nudez...
Descubro os protegidos segredos encobertos,
Pela agonia numa única vez...
É o oculto desvirginado sem violência,
Que se expõe a lutar pela liberdade,
Matando fantasmas criando consciência,
De que a Verdade inexiste sem paridade...
Mas quem um erro teme se arremete pela sorte,
Ao verdadeiro purgatório do saber,
Se condena, se executar, pranteia a própria morte,
Negando-se confiança, relutando viver...
O hóspede do hospício de uma mente alucinada,
Não é senão um fantasma construído,
É como o grito de uma voz rouca,
Que na multidão pretende ser ouvido...
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