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sábado, 9 de novembro de 2013

Um cão vadio , um coração vazio...

 

 

 

06/11/2007

um cão vadio, um coração vazio...

UM CÃO VADIO, UM CORAÇÃO VAZIO


O cão vadio, sem viço, faz parte da soleira,
Bebe sem dono na lata enferrujada,
Na porta a tranca derradeira,
Perde-se em lembranças, abandonada...

Na parede surrada, empobrecida de beleza,
A velha tela conta uma história,
De quem seguindo a própria natureza,
Lutou sem coneguir vitória...

A brisa que atravessa a janela,
É a única que conhece os segredos,
Dos corredores sombrios e da velha tela,
Que nunca mostrou seus próprios medos...

Sem poder se fechar, aberta se tornou,
Um canto para o canto do cnário,
Que trinando a vida sempre retornou,
Única peça viva neste cenário...

Mas como uma peça não se faz sem protagonista,
Também, uma pagina não se escreve sozinha,
Talvez por isto o próprio corpo do artista,
Ainda esteja caído, inerte, na cozinha...

Entender que a tela ficou sem dono,
Creio ter ficado bem esclarecido,
Mas o cão, neste abandono,
Ainda espera o desaparecido,,,

Por que então o cão vadio não se lança,
em busca de outro dono, outro lar?
Será que ainda vive na esperança,
Da porta abrir-se para ele entrar?

Escrito por leo às 21h10

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