07/11/2007
a Saudade - um inimigo em seu travesseiro
A saudade – o inimigo em seu travesseiro...
Uma fiel “escudeira”,
companheira de uma vida inteira,
de batalhas travadas em terreno ardente,
no inconsciente,
que assola, desola,imola, degola
o desejo de seguir, para voltar e receber um beijo.
Uma força bendita que põe na bandeja de sobremesa,
restos de um que passou;
passado de quem ficou;
com nó na garganta e esmoreceu no afã de viver só...e só viver...
Em seu pensar está o penar que imobiliza a cena,
travando a memória,encerrando a alegria de
uma vida em um momento em que
o juramento tem peso de morte,
e a vida se lança à própria sorte da conquista,
sem saber de vitória...
Entrementes, este embate forasteiro,
agora hospedeiro de uma memória sã,
invade todos os cantos do ser e, sem saber,
torna-se real, tal fantasma que arrependido, desprende-se dos pesadelos...
Desprezada, a Vontade enfurecida pelo que não vê do oculto,
revolta-se e parte de encontro à Mentira que se veste de Saudade, e, a iniqüidade de se saber um vulto,
encerra um tema ;
surge impiedoso o dilema...
Desejos incautos são perseguidos,
aborrecidos, até executados,
rolam cabeças pelo cadafalso onde o nó corrediço são lâminas de uma guilhotina ,
para que longe do corpo, a cabeça,
não esqueça a pena capital,
que puniu a consciência perdida nos encantos da saudade...
Desagregada de seus atributos, a Mente,
deixa de importar-se com o corpo e a catalepsia
extirpa o sofrimento com o sono profundo,
que não repara, não alimenta,
apenas ,aumenta a angustia do Ego;
servo incauto,também paciente de amores, horrores
que desembarcam da sabedoria insana
desta Saudade que consome e obstina o Ser a Não querer
ser apenas o que é...
O tempo que constrói o Ser,
vai consumindo os anos em abandonos Incontáveis
pelos enlevos da Saudade que sempre retorna
a velha cena, como se esta fosse uma jovem senhora.,
que em fuga da solidão,buscasse qualquer companhia,
sem o tesão de uma paixão...
A idade de um precipício não se supõe em seu início,
pois de nada adianta saber o quanto perdura em existência,
e sim o quando não se faz necessário caminhar
Inseguro por suas encostas, arriscando-se ao calar eterno
por um tombo inopinado,descuidado ,sorrateiro, e cruel,
que em forma de acidente,
encerra o livro de uma vida sem que esta
frutifique os seus conhecimentos.
Um deus não fala, não se cala,
apenas lampeja sua sabedoria,
e se reconhece num chiste de memória oculta,
que dá forma a um conhecer absoluto que
resulta em resumo de uma vida toda,
o saber da mente...
A semente de um Ocaso é lançada
ao acaso dos pensadores,
pelos deuses que refletem apenas a identidade
de consciências perturbadas pela Saudade;
Anjo travestido pela própria identidade em demônio d’alma
que atua em si refletindo-se em cada gesto simples do Ser...
O manifesto oculto em si condena o dilema,
para que não se tema seguir trilhando
caminhos tortuosos da sapiência ,
que a ciência às vezes revela;
outras vezes vela, como se apenas o tempo,
fosse o responsável direto pela evolução
e maturidade do Ser , que ao se saber maduro,
apenas não vive a saudade, mas a lança ao futuro,
lançando-se também em direção ao saber não reconhecido,
esquecido em outras vidas.
Tantos foram os caminhos que ficaram
esquecidos na saudade que
o descortinar da ciência para a existência do que se
viveu sem perceber é apenas uma porta entreaberta do que não se quer reviver... e
quando se ousa transpor o umbral a culpa de
um fantasma sorrateiro transforma em hospedeiro
um novo dilema ...
Agora, sem querer exercitar o poder de enveredar pelos
caminhos do oculto , atributos do demônio que apenas se insinua na desesperança de um argüido esquema tramado
pela lembrança, creio ser mais prudente respeitar o inimigo que se faz oculto do que conhecê-lo para então medir forças
em uma batalha cuja derrota ou vitória apenas trarão louros e não conhecimentos ou conforto para os que sofrem por serem escravos da Saudade .
A Saudade incontida por um filho que se foi, porque morto
está sem seus atributos vitais,não o ressuscitará, apenas revigorará a ânsia destrutiva que envolve os caminhos da
Evolução e o saber em si,enquanto será consumido consumindo o corpo do humano que se fez refém da memória, prisioneiro da Angustia, e terá executado seu corpo, pela Saudade.....
Mas como na Banda que torcida se modifica e se torna invertida; se cortada se transforma em elos dependentes de um eixo; a Saudade também é assim, sustenta-se pela interdependência do tempo sem medida na composição das idéias (:- inicio meio e fim: presente passado e futuro; real imaginário e simbólico; pai filho e espírito santo) utiliza-se da memória e das lembranças e transforma-se em apenas um caminho para o conhecer....
De um atributo qualquer que se dê ao infinito, nada há de ser sem estar contido em um Ser; a consciência que se evolui, se eleva, se recicla naquele que sustenta a Saudade como anfiteatro de sua vida e ouve a voz de um deus qualquer e a segue como se fosse bíblia falada pela sabedoria do outro então, se surpreende por ter como inimigo o próprio travesseiro...
A saudade é a sombra do que se faz,...
não se constrói da escória ,
vive a realeza sem sentir que oprime a lembrança;
suga-lhe apenas o bem;
o mal transforma em bem-estar do Ser que
querendo estar bem ,
Por vezes não sente que seu chão seguro e seco,
pode transformar-se em pântano com a velocidade de um tempo que ele não conhece ...pois que existe somente em sua mente...
A saudade é fulgaz como a brisa,
pode esconder-se em um copo de bebida .
É sorrateira e companheira dos fantasmas
que atormentam sem serem vistos e que se
divertem com a vida que lhes dá origem...
Enquanto inebria os sentidos a Saudade enlaça o Ser e o conforta , mas ao mesmo tempo, como num ritual de ofertórios, o lança no purgatório...
É como o resumo de uma òpera , onde apenas são contidos alguns atos da encenação, que não contam todas os cantos entoados, o silêncio forjado pelo romper da dúvida e que leva o espectador ao confronto entre a obra , o Autor e sua própria existência............
Uma fiel “escudeira”,
companheira de uma vida inteira,
de batalhas travadas em terreno ardente,
no inconsciente,
que assola, desola,imola, degola
o desejo de seguir, para voltar e receber um beijo.
Uma força bendita que põe na bandeja de sobremesa,
restos de um que passou;
passado de quem ficou;
com nó na garganta e esmoreceu no afã de viver só...e só viver...
Em seu pensar está o penar que imobiliza a cena,
travando a memória,encerrando a alegria de
uma vida em um momento em que
o juramento tem peso de morte,
e a vida se lança à própria sorte da conquista,
sem saber de vitória...
Entrementes, este embate forasteiro,
agora hospedeiro de uma memória sã,
invade todos os cantos do ser e, sem saber,
torna-se real, tal fantasma que arrependido, desprende-se dos pesadelos...
Desprezada, a Vontade enfurecida pelo que não vê do oculto,
revolta-se e parte de encontro à Mentira que se veste de Saudade, e, a iniqüidade de se saber um vulto,
encerra um tema ;
surge impiedoso o dilema...
Desejos incautos são perseguidos,
aborrecidos, até executados,
rolam cabeças pelo cadafalso onde o nó corrediço são lâminas de uma guilhotina ,
para que longe do corpo, a cabeça,
não esqueça a pena capital,
que puniu a consciência perdida nos encantos da saudade...
Desagregada de seus atributos, a Mente,
deixa de importar-se com o corpo e a catalepsia
extirpa o sofrimento com o sono profundo,
que não repara, não alimenta,
apenas ,aumenta a angustia do Ego;
servo incauto,também paciente de amores, horrores
que desembarcam da sabedoria insana
desta Saudade que consome e obstina o Ser a Não querer
ser apenas o que é...
O tempo que constrói o Ser,
vai consumindo os anos em abandonos Incontáveis
pelos enlevos da Saudade que sempre retorna
a velha cena, como se esta fosse uma jovem senhora.,
que em fuga da solidão,buscasse qualquer companhia,
sem o tesão de uma paixão...
A idade de um precipício não se supõe em seu início,
pois de nada adianta saber o quanto perdura em existência,
e sim o quando não se faz necessário caminhar
Inseguro por suas encostas, arriscando-se ao calar eterno
por um tombo inopinado,descuidado ,sorrateiro, e cruel,
que em forma de acidente,
encerra o livro de uma vida sem que esta
frutifique os seus conhecimentos.
Um deus não fala, não se cala,
apenas lampeja sua sabedoria,
e se reconhece num chiste de memória oculta,
que dá forma a um conhecer absoluto que
resulta em resumo de uma vida toda,
o saber da mente...
A semente de um Ocaso é lançada
ao acaso dos pensadores,
pelos deuses que refletem apenas a identidade
de consciências perturbadas pela Saudade;
Anjo travestido pela própria identidade em demônio d’alma
que atua em si refletindo-se em cada gesto simples do Ser...
O manifesto oculto em si condena o dilema,
para que não se tema seguir trilhando
caminhos tortuosos da sapiência ,
que a ciência às vezes revela;
outras vezes vela, como se apenas o tempo,
fosse o responsável direto pela evolução
e maturidade do Ser , que ao se saber maduro,
apenas não vive a saudade, mas a lança ao futuro,
lançando-se também em direção ao saber não reconhecido,
esquecido em outras vidas.
Tantos foram os caminhos que ficaram
esquecidos na saudade que
o descortinar da ciência para a existência do que se
viveu sem perceber é apenas uma porta entreaberta do que não se quer reviver... e
quando se ousa transpor o umbral a culpa de
um fantasma sorrateiro transforma em hospedeiro
um novo dilema ...
Agora, sem querer exercitar o poder de enveredar pelos
caminhos do oculto , atributos do demônio que apenas se insinua na desesperança de um argüido esquema tramado
pela lembrança, creio ser mais prudente respeitar o inimigo que se faz oculto do que conhecê-lo para então medir forças
em uma batalha cuja derrota ou vitória apenas trarão louros e não conhecimentos ou conforto para os que sofrem por serem escravos da Saudade .
A Saudade incontida por um filho que se foi, porque morto
está sem seus atributos vitais,não o ressuscitará, apenas revigorará a ânsia destrutiva que envolve os caminhos da
Evolução e o saber em si,enquanto será consumido consumindo o corpo do humano que se fez refém da memória, prisioneiro da Angustia, e terá executado seu corpo, pela Saudade.....
Mas como na Banda que torcida se modifica e se torna invertida; se cortada se transforma em elos dependentes de um eixo; a Saudade também é assim, sustenta-se pela interdependência do tempo sem medida na composição das idéias (:- inicio meio e fim: presente passado e futuro; real imaginário e simbólico; pai filho e espírito santo) utiliza-se da memória e das lembranças e transforma-se em apenas um caminho para o conhecer....
De um atributo qualquer que se dê ao infinito, nada há de ser sem estar contido em um Ser; a consciência que se evolui, se eleva, se recicla naquele que sustenta a Saudade como anfiteatro de sua vida e ouve a voz de um deus qualquer e a segue como se fosse bíblia falada pela sabedoria do outro então, se surpreende por ter como inimigo o próprio travesseiro...
A saudade é a sombra do que se faz,...
não se constrói da escória ,
vive a realeza sem sentir que oprime a lembrança;
suga-lhe apenas o bem;
o mal transforma em bem-estar do Ser que
querendo estar bem ,
Por vezes não sente que seu chão seguro e seco,
pode transformar-se em pântano com a velocidade de um tempo que ele não conhece ...pois que existe somente em sua mente...
A saudade é fulgaz como a brisa,
pode esconder-se em um copo de bebida .
É sorrateira e companheira dos fantasmas
que atormentam sem serem vistos e que se
divertem com a vida que lhes dá origem...
Enquanto inebria os sentidos a Saudade enlaça o Ser e o conforta , mas ao mesmo tempo, como num ritual de ofertórios, o lança no purgatório...
É como o resumo de uma òpera , onde apenas são contidos alguns atos da encenação, que não contam todas os cantos entoados, o silêncio forjado pelo romper da dúvida e que leva o espectador ao confronto entre a obra , o Autor e sua própria existência............
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